terça-feira, 10 de março de 2009

Ah: Saudade que parece chutar o estômago. Corroer o sangue. Dar um nó nas tripas. Fazendo sangrar as vísceras e o coração ferido. E me deixando com um amargo gosto de vômito no boca da alma. Vômito com todos os sofrimentos, todos os traumas e a constante mediocridade da vida. Que me faz engasgar, chega a sufocar. Mas que nunca passa da garganta.


Notas: Talvez eu tenha que exaltar mais a saudade... parece que no começo estou discutindo uma coisa e acaba em outra, ficou estranho. Poderia também trocar o "corroer o sangue" por "sungar as todas as minhas veias" acho que é mais radical. Quero que o nó nas tripas continue intacto, ficou perfeito. O que é pior que um nó nas tripas? E quero mudar o começo, esse "Ah: Saudade que parece chutar o estômago" não soou bem, acho que tem que ser algo mais complexo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Diário III

Um sermão do papai é o mesmo que um soco no estômago. É traumatizante, é triste. Quando ele quer ser engraçado e legal, ele é engraçado e legal, mas quando quer pegar pesado, ele pega. Pelo menos eu sinto isso. Domingo tive uma crise estérica de choro, pelo maldito óculos roubado. Ou melhor, pela maldita-vadia-cachaceira-infeliz-ladrona.
A Flávia veio pra casa, e eu fiquei no comércio ajudando meu pai. Trabalhando e atendendo tudo com muita rapidez, pra ele me achar esperta. Trabalhar em comércio é uma merda. É trabalho escravo mesmo. Meus pais trabalham de segunda à segunda, temos que ganhar uma miséria e ainda ter de aguentar aquelas velhas e bêbados insuportáveis. Já é a segunda vez que roubam os óculos da papai. E todos sabem que ele sem óculos é o mesmo que nada. Mas o pior é que eu me senti culpada dessa vez, fui trocar dinheiro para aquela filha da puta que vive a vida com exclusividade pra cachaça. E quando eu esperava ganhar admiração ou gratidão, ganhei um belo de um sermão. Mas eu tive vontade de falar muita coisa pra ele em minha defesa...
- Pai, o senhor tem de ter mais cuidado com os seus óculos, guardá-los!
- Mas eu não vi óculos nenhum em cima do balcão, se tivesse visto, certamente iria guardá-los.
- Eu troquei dinheiro porque sou acostumada a ver o senhor trocar para ela.

Mas preferi não falar nada. Aliás, estou preferindo não argumentar mais nada em minha denfensiva em brigas de pais e filhos. Fico só calada, mesmo sabendo quem está certo.

E agora ele voltou com aquele óculos todo quebrado com a metade de grau dos óculos roubados. E, provavelmente vai demorar para comprar outro, isso exige dinheiro, que é uma coisa que está em falta aqui. E me dá pena ver o meu pai, um cara tão inteligente trabalhando e recebendo como um ignorante, e ainda por cima com aquele óculos - se é que eu posso chamar de óculos, já que estão só as lentes. Puta merda, como me dá pena.
Mas quem disse que o mundo é justo?
Mas pelo menos, não podemos dizer que somos infelizes. Aqui em casa é todo mundo muito unido, muito alegre.
Eu tenho uma tia, que recebe uma grana preta por mês. Não trabalha quase nada. Mas quando vou na casa da mesma, tudo aquilo me dá um embrulho no estômago. É todo mundo muito desunido. Uma pessoa com uma família normal se passar 5 minutos lá é o suficiente pra acabar com o dia. Fora que ela tem filho com depressão que a odeia. E deve ser a pior coisa do mundo ser odiada por um filho. Essa é uma das razões que eu não quero ter filho algum. Ah! E nem casar. Uma vida depois do casamento vira uma vida medíocre. E mediocridade é uma das coisas que eu mais odeio no mundo [depois de pagode, claro].


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009


Aaah, todos que me conhecem sabem: eu sou amo música, especialmente glam rock e heavy metal. E comigo não tem esse papo furado de música preferida e/ou banda preferida. O certo pra mim é bandaS preferidas, músicaS preferidas. The smiths é uma banda que conheço há mais de um ano. Pouco tempo, mas já mora no meu coração. Como eu tenho pouco tempo e smiths foi a primeira banda que me apareceu na cabeça, decidi "homenagear" a ela. Mas tem muitas, muitas, muitas bandas que amo de paixão e não consegui NUNCA na minha vida saber qual eu amo mais.




Por Deus, nunca vi na minha vida diretor tão brilhante. Tá certo que assisti apenas a três míseros filmes do Woody, mas ele é maravilhoso, tanto quanto ator quanto diretor. Todos os filmes mágicos, com um toque de bom humor. Só não gostei muito de "A rosa púrpura do Cairo", é o filme maaaaais comentado dele, não sei o que deu em mim, bem... acho que foi porque assisti em partes, vou assistir novamente daqui a pouco. O fato é que quero muito baixar logo outro filme e não consegui excluir a rosa púrpura do Cairo. Não sei o que deu em mim, acho que apesar de tudo, eu gostei.Não chega a ser tão brilhante quanto Manhattan, mas é bonzinho.

Tanto tempo fazendo planos de ler Bukowski, Jack Kerouc, Henry Miller, pra me dar conta de que o que eu preciso é Sidney Sheldon. Tá, confesso que só li três livros dele, mas é o bastante pra saber que tem tudo o que eu gosto: romance, suspense, drama. Mas quero - muito- ler os autores citados, mas por enquanto, to com sede de Sheldon. Mas o Fortaleza Digital do Dan Brown dá pro gasto.


Acabou que eu não disse nada do que acorreu nesses dias, no que me abalou, no que me deixou feliz, sendo que é esse o objetivo do blog.

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